“Desculpem o desabafo, mas … para quem diz que gosta de animais e os sujeita a isto!!! “

O mais provável é que a pessoa que tem o comportamento relatado neste email a circular na net ( animais presos à corrente, sem água nem comida, ao sol, a procriarem ,etc ) se enquadre no perfil de “acumulador de animais “ (“animal hoarder” )

“Os acumuladores podem pensar que «amam» os animais, mas não reconhecem o facto de não estarem a cuidar deles de uma forma responsável, mesmo quando os animais passam fome ou estão gravemente doentes. Normalmente, não concebem a ideia de eutanásia, mas muitos animais são «salvos» para definhar num ambiente imundo e superpovoado onde sofrem de má nutrição, doença, inactividade, má ventilação e falta de companhia humana. Encontram-se cães e gatos em jaulas, caixotes, arcas e até armários de cozinha, permitindo-se inclusivamente que alguns se reproduzam. Muitas vezes, os acumuladores não estão em condições de custear todas as castrações e esterilizações (para não falar dos cuidados veterinários de rotina) necessárias a tantos animais, pelo que a sua «colecção» aumenta até que a imundície, o fedor e o barulho atraiam a atenção dos vizinhos, das autoridades sanitárias ou de associações de defesa dos animais. “…

“Talvez a característica psicológica mais proeminente nestes indivíduos seja o facto de os animais (e outros bens) se tornarem centrais na identidade nuclear do acumulador», escreve Patronek na revista Municipal Lawyer. «O acumulador desenvolve uma forte necessidade de controlo, e só a ideia de perder um animal pode produzir uma reacção semelhante a um intenso desgosto. Entrevistas preliminares realizadas pelo HARC [Hoarding of Animals Research Consortium – Consórcio para a Investigação sobre Acumulação de Animais] apontam também para que estes indivíduos tenham crescido em lares caóticos, com uma parentalidade inconsistente, em que os animais possam ter sido o único elemento estável “.

Ler mais em Pet-Abuse.Com – Hoarding http://www.pet-abuse.com/pages/animal_cruelty/hoarding.php#ixzz0noEGUvaW

2 Respostas to ““Desculpem o desabafo, mas … para quem diz que gosta de animais e os sujeita a isto!!! “”

  1. Maria Gonçalves Says:

    É caso para dizer: mais vale a morte…que tal sorte. Só se morre uma vez e assim é morrer todos os dias um pouco.

  2. Campanha de Esterilização Says:

    Acumulação de animais

    (Tradução de Maria Eugénia Colaço)

    A solução para o problema dos acumuladores de animais, por vezes também referidos como «coleccionadores» de animais, continua a esbarrar com equívocos generalizados. Muitas pessoas – e até alguns elementos das autoridades – vêem os acumuladores de animais como «alguém bem intencionado mas que perdeu o controlo da situação», evocando a imagem da simpática velhinha dos gatos que sempre existe na vizinhança.
    Embora as intenções possam realmente ter começado por ser boas, a realidade da acumulação de animais está longe de ser «simpática» e, em numerosos casos, é terrível. Muitos acumuladores chegam a ter em casa centenas de animais que vivem na imundície e sem cuidados veterinários. Não raro, descobrem-se numa habitação várias centenas de animais, em diversos estados de negligência. É também muito comum encontrar muita tralha e lixo nessas habitações, bem como múltiplas camadas de dejectos acumulados por toda a casa.
    Na maioria dos casos, o acumulador acredita piamente não só que nada fez de errado, mas também que os animais não podem sobreviver sem os seus «cuidados». Frequentemente, os acumuladores manifestam até relutância em entregar os cadáveres de animais que morreram, encontrando-se restos mortais desses animais no congelador ou no frigorífico, ou mesmo espalhados pela casa, jazendo em carpetes, etc. Por vezes, os cadáveres estão ali há tanto tempo que mumificaram.
    Os acumuladores podem pensar que «amam» os animais, mas não reconhecem o facto de não estarem a cuidar deles de uma forma responsável, mesmo quando os animais passam fome ou estão gravemente doentes. Normalmente, não concebem a ideia de eutanásia, mas muitos animais são «salvos» para definhar num ambiente imundo e superpovoado onde sofrem de má nutrição, doença, inactividade, má ventilação e falta de companhia humana. Encontram-se cães e gatos em jaulas, caixotes, arcas e até armários de cozinha, permitindo-se inclusivamente que alguns se reproduzam. Muitas vezes, os acumuladores não estão em condições de custear todas as castrações e esterilizações (para não falar dos cuidados veterinários de rotina) necessárias a tantos animais, pelo que a sua «colecção» aumenta até que a imundície, o fedor e o barulho atraiam a atenção dos vizinhos, das autoridades sanitárias ou de associações de defesa dos animais. Nalgumas situações, as casas dos acumuladores de animais estão tão degradadas e imundas que as autoridades sanitárias locais determinam a sua destruição pura e simples.
    Embora tenha sido estabelecida uma correlação com a patologia psicológica Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), não existe ainda um diagnóstico clínico, sendo necessária mais investigação. Gary Patronek, director do Centro para Animais e Política Pública da Universidade Tufts, afirma: «Gostaríamos de estudar mais este problema. Será um síndrome em si? Provavelmente, não. Mas [um dia] talvez gostássemos de o ver referido como sinal de aviso [na avaliação psicológica].”
    «Talvez a característica psicológica mais proeminente nestes indivíduos seja o facto de os animais (e outros bens) se tornarem centrais na identidade nuclear do acumulador», escreve Patronek na revista Municipal Lawyer. «O acumulador desenvolve uma forte necessidade de controlo, e só a ideia de perder um animal pode produzir uma reacção semelhante a um intenso desgosto. Entrevistas preliminares realizadas pelo HARC [Hoarding of Animals Research Consortium – Consórcio para a Investigação sobre Acumulação de Animais] apontam também para que estes indivíduos tenham crescido em lares caóticos, com uma parentalidade inconsistente, em que os animais possam ter sido o único elemento estável.»
    Alguns estudos indicam que um tema recorrente nos acumuladores de animais consiste em situações de negligência ou perda na infância. Numa explicação simplista, tentam preencher as suas vidas com o amor consistente que acham faltar-lhes (ou que realmente não têm). Muitos acumuladores julgam ter a missão de salvar animais; é por este motivo que a acumulação de animais é mais prevalente em resgatadores de animais que qualquer outro tipo de crueldade para com os animais. Nos acumuladores de animais, as recidivas ascendem quase a 100%.
    Embora o acumulador de animais «típico» seja, na grande maioria dos casos, idoso, e em muitos casos do sexo feminino, estatísticas recentes indicam que indivíduos mais novos e do sexo masculino não estão imunes. Nalgumas áreas, os serviços sociais locais e os departamentos de saúde estão a tentar trabalhar com acumuladores de animais para os ajudar.
    Significa isto que todos os idosos detentores de animais são acumuladores? Nada disso. Segundo o Hoarding of Animals Research Consortium, os critérios utilizados para a caracterização da acumulação de animais são os seguintes:
    1. Mais do que o número habitual de animais de companhia
    2. Incapacidade de providenciar sequer os padrões mínimos de nutrição, higiene, abrigo e cuidados veterinários, resultando esta negligência frequentemente em fome, doença e morte dos animais
    3. Negação da incapacidade de prestar estes cuidados mínimos e do impacto dessa incapacidade nos animais, na casa e nos seus ocupantes humanos
    * Nota: Considera-se que o termo «coleccionamento» (ou «coleccionador») está ultrapassado e é pouco rigoroso, uma vez que coleccionar é um passatempo benigno, não uma situação patológica.

    Leia mais em: Pet-Abuse.Com – Hoarding http://www.pet-abuse.com/pages/animal_cruelty/hoarding.php#ixzz0noEGUvaW

    Páginas relacionadas
    Pet-Abuse.Com Hoarding Cases
    Best Friends: When Helping Really is Hoarding
    The Hoarding of Animals Research Consortium
    PETA: Animal Hoarders: The Illness and the Crime
    PETA: Animal Hoarders:Behavior, Consequences, and Appropriate Official Response

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