Archive for Dezembro, 2010

Esterilização avança em Cascais – assinados 4 protocolos

Dezembro 26, 2010

Comunicado do Grupo de Cascais

Atualização da Campanha de Esterilização em Cascais:

O protocolo foi assinado no passado dia 17 numa cerimónia no auditório da “Casa das Histórias Paula Rego” em Cascais. Na verdade, tratou-se da assinatura de 4 protocolos entre: a Câmara Municipal de Cascais, a Fundação S. Francisco de Assis, a LPDA – Liga Portuguesa dos Direitos do Animal, 5 associações de proteção animal que atuam no concelho de Cascais e 19 veterinários aderentes. Mais cerca de 10 veterinários assinarão o protocolo à posteriori, dado que, por motivos profissionais, não puderam estar presentes neste dia.
As esterilizações terão início em Janeiro. A notícia de oficialização da campanha está disponível no site da Câmara Municipal de Cascais:

http://www.cm-cascais.pt/Cascais/Noticias/campanha_gatos.htm

Votos de boas festas e que o Novo Ano de 2011 permita muitas vitórias nomeadamente em prol da causa animal!

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Ano de 2011 – Contra a crise, esterilizar, esterilizar !

Dezembro 26, 2010
Já todos nos apercebemos dos efeitos trágicos da crise sobre os animais de companhia. Para além do apoio aos casos de abandono que nos mobilizam e consomem horas de trabalho e grandes esforços financeiros, e que são sempre gotas de água no universo dos necessitados, é imperioso investirmos em acções concretas para estancar o crescimento da população de cães e gatos, evitando o nascimento de ninhadas indesejáveis que irão engrossar o número dos abandonos e dos abates.
Para isso, podemos:
1- organizarmo-nos localmente e pôr a funcionar mais Grupos Concelhios , com vista a implementar os 3 objectivos da Campanha , a saber :  os canis municipais devem esterilizar obrigatoriamente todos os animais que dão em adopção ;as Câmaras devem celebrar protocolos com as associações de defesa animal que actuam no concelho para a esterilização dos animais abandonados que estas recolhem ;as Câmaras devem proporcionar aos munícipes com recursos limitados a esterilização gratuita dos animais que possuem
2- divulgarmos, junto da população, a realidade do abandono e da situação dos animais nos canis municipais e dos custos do abate versus os custos e benefícios da esterilização e dinamizarmos iniciativas que podem contribuir para esse esclarecimento.
Que em 2011 as nossas energias se reforcem para fazermos face a necessidades acrescidas !

Informe-se sobre o número de abates praticados no canil da sua Câmara Municipal

Dezembro 22, 2010

No âmbito da petição à Assembleia da República “Pelo Tratamento Condigno e Pelo Fim do Extermínio dos Animais Em Canis/Gatis Municipais” promovida pela “Associação Pelos Animais “ , em 2007, o relator da petição enviou requerimentos a várias câmaras municipais questionando-as sobre as condições de funcionamento dos canis e as políticas municipais relativas à recolha, abate e  controlo da população de animais de companhia.

Na página abaixo, pode encontrar as respostas que foram recebidas:

http://www.pelosanimais.org.pt/iniciativas/peticao_canis/requerimentos

 Tudo o que estiver a letra azul é “clicável” e encaminha para outra página. Se clicar sobre o nome de cada requerimento (por exemplo, logo no primeiro, bastaria clicar em “Requerimento 204-AL/X/2″), será encaminhada para a página do site do Parlamento em que se encontra esse requerimento e a respectiva resposta, se a houver.

O requerimento foi dirigido a 98 das 308 Câmaras Municipais existentes e destas responderam 64.

A listagem dos 185 concelhos que têm canis/centros de recolha de gatos e cães pode ser vista aqui. Destes, só 81 se encontram licenciados ( in comunicado da OMV http://www.omv.pt/noticias/comunicado-a-classe-medico-veterinaria ).

Os canis das principais cidades do país – Lisboa e Porto – não estão licenciados.

Relativamente ao canil de Lisboa, uma análise estatística detalhada do movimento aí registado, entre 2002 e 2009, pode ser lida em https://campanhaesterilizacaoanimal.wordpress.com/2010/08/

Quanto custa abater um animal num canil municipal?

Dezembro 21, 2010

O exemplo abaixo reflete a realidade de um canil do centro do país em termos dos custos directos do abate de um cão médio. Não estão contemplados os custos fixos ( manutenção das instalações, salários do pessoal, desde o pessoal auxiliar até ao de gestão, electricidade, água…). Nem, claro, está considerada a aberração económica e ética, em pleno século XXI, de ter uma estrutura (os canis) destinada a infligir mortes inúteis e desnecessárias (e todo um rol de práticas medievais a que ficam sujeitos os animais enquanto aguardam a morte) quando esta situação pode ser evitada com a redução do número de animais através da esterilização.

Gostariamos que nos enviassem cálculos para outros canis, pois é necessário acabar com a falsa visão de que abater é mais barato do que esterilizar.

Permanência de 3 semanas de um cão/cadela com 20kg no canil

 ENTRADA E 8 DIAS NO CANIL MUNICIPAL 

Por razões de higiene, salubridade e respeito aos funcionários/adoptantes no canil, todos os animais devem ser desparasitados à entrada do canil.

Desparasitação interna (2 comprimidos)Drontal plus: caixa de 48comp. = 136€. 5,60€
Desparasitação externa (1 pipeta)Advantix 10-25kg: caixa c/ 4 pipetas = 17,85€. 4,46€
Ração qualidade média/boa para recuperação na 1.ª semanaFriskies adulto 20Kg = 40€. Cão/cadela come 350gr/dia 4,90€
TOTAL DA SEMANA DE ENTRADA 14,96€

 

MANUTENÇÃO POR 15 DIAS NO CANIL MUNICIPAL

Por lei, um animal permanece no canil “durante um período mínimo de 8 dias” (acima), para permitir “a reclamação de posse”. Após esse período, “nos casos de não reclamação de posse, as câmaras municipais devem anunciar, pelos meios usuais, a existência destes animais com vista à sua cedência”. A permanência de um animal num canil, em posse de uma Câmara Municipal, por menos que 2 semanas é eticamente condenável, por questões de respeito pelos animais e seus detentores.

Ração para a 2.ª e a 3.ª semanaForMyDog NetRações 20Kg = 10€.Cão/cadela come 350gr/dia 1.26  
1.26  
Água, luz, funcionário do canil, medicação pontual. Valores variáveis 

 

EUTANÁSIA

Seringa e agulha 0,30€
Calmivet – Anestésico tranquilizanteAprox. 10ml por cada 20Kg. Frasco de 50ml = 5,80€ 1,16€
Eutasil – Fármaco para provocar a morteAprox. 17ml por cada 20kg. Frasco de 50ml = 41€ 13,94€
TOTAL DA EUTANÁSIA 15,40€

 

INCINERAÇÃ0

Incineração 1,55kg por cada Kg. 31€
Aluguer dos contentores de recolha de cadáveres Preço sob consulta
Transporte dos cadáveres  Preço sob consulta
TOTAL DA INCINERAÇÃO Acima de 40€

14,96€ + 1,26€ + 1,26€ + 15,40€ + 40€ =72,88€

 

 “Cada animal abatido custa ao Estado cerca de 60 euros: custos de recolha, alimentação, eutanásia e incineração de um canídeo médio”                      DR. FERNANDO RODRIGUES, Veterinário Municipal de Valongo, “Esterilização obrigatória por lei”, ligação disponível em http://campanhaesterilizacaoanimal. wordpress.com/2010/02/.

 

Custos em materiais e produtos envolvidos na esterilização (IVA incluído) 

  • Orquiectomia (esterilização) de cão (macho) com 20 kg: 11,39€
  • Ovariohisterectomia(esterilização) de cadela com 20 kg: 15,66€
  • Orquiectomia (esterilização) de gato (macho) com 4 kg: 2,83€
  • Ovariohisterectomia (esterilização) de gata com 4 kg : 9,73€

Lousã : Campanha Nacional e Petição Local votados na Assembleia Municipal

Dezembro 19, 2010

Na Assembleia Municipal da Lousã do dia 17 de Dezembro de 2010 foi votada a Campanha de Esterilização de Animais Abandonados e, simultaneamente, uma Petição local sobre o Bem-Estar Animal (ver post, neste site, de 19 de Abril)cujas pretensões incluem as reivindicações centrais da Campanha Nacional, bem como a suspensão imediata das capturas de cães na Lousã, até ao funcionamento de um Centro de Recolha Animal e à melhoria dos procedimentos de captura. Na Lousã, a Câmara Municipal tem em funcionamento instalações provisórias, onde as adopções são realizadas através de uma Associação local, a Louzanimales, que só dá para adopção animais esterilizados.
A Campanha Nacional e a Petição Local, apresentadas em 29 de Abril de 2010 à Assembleia Municipal, tinham estado na ordem de trabalhos da reunião anterior, contudo foram solicitados dados adicionais à Câmara Municipal, nomeadamente sobre os custos da esterilização.
Assim, Campanha e Petição foram votadas conjuntamente, resultando no seguinte:
   PS – 10 Abstenções, 2 Votos Contra
   PSD – 7 Votos A Favor
   BE – 1 Voto A Favor

De salientar que no início da Assembleia Municipal estavam presentes 10 Munícipes da Lousã, representantes da Campanha ou da Petição.
http://www.cm-lousa.pt/assembleia.php

Campanha de esterilização da OMV para animais abandonados

Dezembro 17, 2010

http://jn.sapo.pt/blogs/osbichos/archive/2010/12/17/campanha-nacional-de-esteriliza-231-227-o-de-animais-abandonados-arranca-amanh-227-em-lisboa.aspx

Falta de licenciamento dos CRO – pergunta do BE-AR ao Ministro da Agricultura

Dezembro 15, 2010

Ler aqui

 Recordamos que os canis das duas principais cidades do país, Lisboa e Porto, não se encontram em conformidade com a legislação existente e não estão licenciados.

O projecto das obras no canil/gatil de Lisboa, que ficou em primeiro lugar na votação pelos munícipes do orçamento participativo de 2010, continua no papel sem o menor respeito pelos munícipes e pelos animais que ali estão detidos que sofrem, adoecem e agonizam naquelas malditas instalações.

Em 2009 entraram por dia, no canil de Lisboa, aproximadamente, 10 animais . Destes 7 morreram, dos quais 5 foram abatidos.
 ( ver tratamento estatístico em https://campanhaesterilizacaoanimal.wordpress.com/2010/08/)

Campanha OMV para Esterilização de Animais Errantes

Dezembro 14, 2010

E-mail endereçado, por esta Campanha,  à Bastonária da OMV em 14 de Dezembro:

“Exma. Senhora Bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários, Profª Laurentina Pedroso

Foi com grande satisfação que tomámos conhecimento da  Campanha Nacional de Esterilização de Animais Abandonados, canídeos e felinos, que a OMV vai promover em várias cidades do país.

A Ordem, ao assumir publicamente uma atitude activa para contribuir para a resolução do problema, e por outro lado, ao defender a esterilização dos animais errantes está, na nossa opinião, a contribuir, e muito, para combater o flagelo do abandono. Consideramos, portanto, que com esta acção se inicia um novo paradigma na forma de abordar o problema dos animais errantes em Portugal.

Para além deste testemunho de regozijo e de agradecimento, queremos, ainda, transmitir que nos encontramos totalmente disponíveis para colaborar, nas formas consideradas adequadas e que estejam ao nosso alcance, na concretização do projecto lançado por V. Exª .
Com os melhores cumprimentos, “

Noticias no site da OMV

Dezembro 9, 2010

http://www.omv.pt/noticias/comunicado-a-classe-medico-veterinaria

http://www.omv.pt/noticias/noticias-crise-economica-afecta-animais-de-companhia

http://www.omv.pt/noticias/campanha-omv-para-esterilizacao-de-animais-errantes-torne-se-voluntario-omv!-ajude-a-combater-este-flagelo!

Resposta da DGV ao Grupo de Évora sobre esterilização pelos CRO

Dezembro 6, 2010

Em 15 de Outubro passado, o Grupo de Évora dirigiu à Directora-Geral da Direcção Geral de Veterinária, Dr.ª Susana Guedes  Pombo, o ofício que pode ser lido em https://campanhaesterilizacaoanimal.wordpress.com/2010/11/page/2/

A resposta, de uma enorme relevância não só para aquele Grupo como para a Campanha no seu conjunto, foi enviada em 29/11 e é do seguinte teor ( cópia do ofício aqui)

           “ Em resposta à carta de V. Ex.ª, sobre o assunto referido em epígrafe, cabe-me informar o seguinte:

              É entendimento desta Direcção Geral que, em conjunto com outras medidas, como é o caso da educação e sensibilização da população e da identificação electrónica, a esterilização é um meio eficaz para o controlo de populações, nomeadamente de cães.

            Considera-se pois, uma boa prática a sua execução, como forma de evitar cruzamentos não desejados, que não só visam o lucro fácil como muitas vezes potenciam situações de malformações ou comportamentos inadequados, por parte dos animais resultantes.

            Esta prática foi igualmente prevista na legislação de protecção animal, nomeadamente nos artºs 21º e 22º do DL 315/2003, de 17 de Dezembro, nos quais se dispõe que as câmaras municipais devem incentivar e promover esse controlo da reprodução.

            A forma como as câmaras municipais dão cumprimento a esta disposição legal é da sua inteira responsabilidade, tendo em conta a sua realidade e os meios estruturais, humanos e materiais disponíveis. De realçar que tal medida deve ser implementada como uma prioridade, podendo para o efeito recorrer-se a situações protocoladas.(sublinhados nossos)

            No que se refere ao Decreto – Lei n.º 184/2009 de 11 de Agosto, este vem regulamentar a actividade dos centros de atendimento médico veterinários (CAMV), como unidades de saúde animal onde se prestam serviços de profilaxia, diagnóstico e tratamento das doenças dos animais, tendo em vista promover a qualidade e segurança dos estabelecimentos, bem como estabelecer os requisitos exigíveis quanto a instalações e equipamentos e as regras relativas ao seu funcionamento.

            Na verdade, o referido diploma não é aplicável aos gabinetes médico – veterinários municipais, pois estes são enquadráveis no âmbito das competências dos médicos veterinários municipais, nomeadamente no que se refere à gestão dos centros de recolha oficiais (canis/gatis municipais e eventuais estruturas de apoio anexas aos mesmos) e à execução de campanhas de profilaxia obrigatórias, enquanto que o regime aplicável aos CAMV visa fixar as condições para o exercício liberal da medicina veterinária.”