Lisboa-Controversas declaraçõs públicas da Drª Luisa Costa Gomes(cont.)

Pode ser lida aqui a resposta, recebida a 15 de Março, ao e-mail, dirigido ao Presidente da CML, a este propósito ( post de 21 de Fevereiro).

Foi endereçado ao Dr. António Costa, ontem dia 16 de Março, o seguinte e-mail :

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa
 
Em resposta ao V/ ofício OF/535/GPC​ML/11 de 22 de Fevereiro, que remeteu o assunto em epígrafe para o Sr. Vereador Sá Fernandes, permitimo-nos trazer ao conhecimento de V. Exª as seguintes informações e considerações:

1. O Grupo de Lisboa já reuniu, depois da aprovação das Recomendações 11 e 12 referentes ao canil municipal, aprovadas pela AML de 9 de Fevereiro de 2010, com o Vereador e com a equipa do canil por três vezes (em 1/2/2010, em 29/4/2010 e em 1/7/201).  Estas reuniões não tiveram quaisquer resultados concretos, apesar das afirmações em contrário destes responsáveis, pelo que não alimenta mais ilusões quanto à eficácia de contactos futuros.

2. A Drª Luísa Costa Gomes dirige o canil de Monsanto há tempo suficiente para ser hoje claro, aos olhos de qualquer observador imparcial, a sua inadaptação e desconhecimento técnico para o desempenho de tal cargo. Aquando do anúncio dos resultados da votação dos projectos no âmbito do Orçamento Participativo de 2010, disse V. Exª que a actividade do canil era a que justificava o maior número de reclamações dos munícipes de Lisboa. Há obviamente uma necessidade urgente das obras, cujo arranque está sempre a ser adiado, mas as causas das queixas não se resumem a esse ponto. Falta de salubridade, práticas veterinárias erradas, desumanidade no trato com os animais, é toda uma gestão a necessitar urgentemente de ser mudada. V. Exª compreenderá que os munícipes de Lisboa não podem aceitar ser europeus para o que respeita aos sacrifícios financeiros que a Europa lhes impõe e não europeus para a forma com são tratados os seus animais.

 3. Foi por estes factos que o Grupo de Lisboa se viu obrigado a interpor uma providência cautelar contra o município por praticas lesivas do bem estar animal no canil de Lisboa e não porque os mova qualquer animosidade contra a gestão de V. Exª. Aliás, ainda recentemente se viu o Partido Socialista na Assembleia da República, pela voz da deputada Rosa Albernaz, produzir uma veemente intervenção em prol de uma nova política de controlo das populações de animais errantes, resolução essa que foi aprovada por unanimidade.

4. Apelamos a V. Exª para que tome em mãos este assunto e remova os obstáculos que impedem que os voluntários e amigos dos animais de Lisboa dêem o seu contributo para a solução dos problemas dos animais abandonados da cidade e do canil, o que é impossível no permanente conflito que os opõe à actual gestão, e que transformaram o canil de Lisboa numa fonte de descontentamento em relação à autarquia pela forma como são tratados os animais que é seu dever cuidar e reabilitar.

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