Lisboa – Comunicado de imprensa : Canil de Lisboa ignora decisão judicial

Um acto de vandalismo marcou a mais recente visita do grupo de Lisboa da Campanha de Esterilização de Animais Abandonados ao canil municipal de Lisboa, que permitiu constatar que os seus responsáveis não estão a cumprir as determinações do tribunal quando deu provimento à providência cautelar destinada a melhorar o bem-estar dos cães e gatos recolhidos.
Desde logo, as obras de melhoramento e ampliação do centro de recolha, cujo projecto foi o mais votado pelos lisboetas no Orçamento Participativo de 2009/2010, continuam paradas e sem perspectiva de retoma. Muitas imposições do tribunal prendiam-se com a necessidade de assegurar condições de bem-estar mínimas aos animais enquanto as obras não estavam concluídas – constata-se agora que nenhuma destes pressupostos se verificará tão cedo.
Por outro lado, o grupo de Lisboa da Campanha de Esterilização apresentou queixa no Livro de Reclamações do canil municipal contra o incumprimento de determinações do tribunal: ainda não existe uma área destinada a quarentena, o canil 1 (em que os cães estão presos por uma curta corrente em celas de 1m2) mantém uma utilização normal quando deveria ser um espaço de recurso; as jaulas dos gatos continuam a ter excesso de população; e não foi preparada a área que o tribunal quis ver consagrada ao exercício físico dos cães que a sobrelotação obrigasse a colocar no canil 1. Sobre outros pontos importantes, como o programa com vista ao bem-estar dos animais, o registo clínico diário, a regularidade dos passeios dos cães do canil 1, ou a separação dos felinos por sexo, não obtiveram informação sobre o seu cumprimento
Durante o periodo que durou a visita, as viaturas das duas voluntárias da Campanha de Esterilização, uma das quais autora da providência cautelar, e que estavam estacionadas num perímetro de exclusividade do canil de Monsanto,  foram vandalizadas, tendo sido  inutilizados quatro pneus com um objecto cortante.O acesso viário ao canil é exclusivo e termina no portão do mesmo, onde existe um segurança em  permanencia que afirmou que durante aquele intervalo de tempo ninguém do exterior tinha chegado ao canil.Foi apresentada queixa-crime na PSP contra as pessoas presentes no canil/gatil, à excepção das três que acompanharam as visitantes.

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