Canil de Lisboa – visita realizada a 2 de Maio

A sentença do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa tinha dado  um prazo de 8(oito) dias para que fosse criada uma área de quarentena no canil /gatil de Monsanto para prevenir a proliferação das doenças contagiosas( a sentença transitou em julgado em 5 de Julho de 2011!), o que não foi feito.

Em consequência da acção de incumprimento e da inspecção realizada pelo Tribunal em 31 de Janeiro de 2013 ( ver post de 20 de Março) foi dado um novo prazo de 45 dias para a criação da referida área de quarentena , que foi estendido posteriormente até 22 de Abril, de forma improrrogável.

No dia 2 de Maio de 2013  a Autora da providência acompanhada por uma  voluntária da Campanha de Esterilização,deslocaram-se ao canil/gatil de Lisboa onde verificaram que a área de quarentena criada se resume a boxes do canil 1 que foram separados por uma parede da restante estrutura, às quais acrescem as jaulas que já existiam na parte lateral e que serão 4 ou 5. Ao todo e segundo informação do encarregado esta área pode  albergar 17 animais o que se afigura de todo insuficiente uma vez que todos os animais, e não só os que aparentam sinais de doença, devem fazer quarentena.

Lembra-se que a sentença determina  que os cães devem entrar primeiro para o canil 3 e só em caso de este estar cheio para o canil 1, dadas as condições incrivelmente desumanas deste canil.

Para além disso, as boxes do canil 1 são de todo inadequadas  ao fim em vista, uma vez que a área exígua ( 1m2) permite uma proximidade física que possibilita o contágio das doenças de que eventualmente padecem,  já para não falar do facto de não existir qualquer  resguardo , e nem espaço, no caso de cães corpulentos, para os animais se deitarem, e se protegerem, em espaço enxuto, durante e após a lavagem diária das boxes, pelo que permanecem, dia após dia, sobre  uma superfície molhada, acorrentados pelo pescoço com correntes de 96 cm.

Foram, ainda, informadas  que este espaço era tudo o que estava previsto para área de quarentena, nada existindo para os gatos entre os quais a mortalidade por doença nas instalações do canil tem sido particularmente violenta  , nada levando a supor que a situação se tenha alterado uma vez que a quarentena continua  a não ser praticada.

O processo judicial continua.

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