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Canil/gatil de Lisboa – nova apresentação com tiques antigos

Julho 2, 2013

No site da CML há agora uma nova apresentação do Canil/gatil de Lisboa – agora Casa dos Animais de Lisboa – que pode ser vista em http://www.cm-lisboa.pt/viver/animais-de-companhia/casa-dos-animais-de-lisboa.

Para quem não conhece as instalações, informa-se que a box com três casotas que se vê nas imagens, é exemplar único e era inicialmente para alojamento dos animais propriedade do canil, tendo a providência cautelar determinado que servisse para permitir algum exercício aos cães detidos no canil 1 , o tal dos estrados de 1m2 e correntes de 90 cm, em que os animais mal se podem mexer.

Relativamente à entrega de animais pelos donos, a CML informa , de forma correcta, que ”

Por determinação do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, a Casa dos Animais de Lisboa, não está, neste momento, autorizada a aceitar animais entregues pelos seus detentores (vide Comunicado).”

No entanto, no ponto ” adopta  animais ”  – http://www.cm-lisboa.pt/viver/animais-de-companhia/adota-animais – aparece escrito que

“Os animais que se encontram na Casa dos Animais de Lisboa podem ser adotados gratuitamente, desde que cumpram os requisitos para adoção (serem errantes, não terem dono conhecido ou terem sido entregues pelo dono com o propósito de futura adopção“), õ que contraria a informação anterior de que os donos não podem entregar animais.

Mas mais: é uma pecha antiga a utilização para o exterior de um tipo de informação  que desresponsabiliza as pessoas pela manutenção dos seus animais quando se fazem afirmações do tipo  “se por qualquer motivo (sic) não se pode manter o animal, deve-se entregá-lo no canil/gatil, sem qualquer sanção, para que este possa ser encaminhado para adopção” (entrevista da antiga directora do canil, Drª Luisa Costa Gomes ao Jornal da Junta de Freguesia de Marvila de Janeiro de 2011)

Na altura em que foi proferido este convite ao abandono, entravam por dia no canil de Lisboa uma média de 10 animais, dos quais morriam 7, 5 por abate e 2 por doença.