Grupo de Lisboa reuniu com nova gestão do canil/gatil municipal

Realizou-se, no dia 1 de Outubro, a reunião pedida pelo Grupo de Lisboa, em Agosto passado, para apresentação da proposta de uma “Campanha de Esterilização dos Gatos Silvestres de Lisboa”.

Por parte da CML estiveram presentes o Dr. Veríssimo Pires, Chefe de Divisão do Ambiente Urbano, a Dr.ª Elizabete Andrade, da mesma divisão, a Drª Marta Videira (médica veterinária, nova responsável técnica do canil/gatil), e a Dr.ª Ana Machado, veterinária que tem tido a seu cargo o Programa CER. Por parte da Campanha, compareceram cinco voluntários.

Foram apresentados os objectivos e as grandes linhas do plano de acção apontados para a Campanha, tendo a discussão decorrido de uma forma muito construtiva e empenhada por parte de todos os intervenientes. Foi realçada a importância, por ambos os lados, de encontrar um caminho que conduza a uma solução consistente para a sobrepopulação das colónias de gatos de Lisboa que têm sido sujeitos, no decorrer dos anos, a uma politica de abate de extrema violência, sem que tal solucione, por exemplo, o problema das queixas de moradores.

Conforme se refere na proposta, só através da esterilização se consegue controlar uma população que se estima em cerca de 40 mil gatos, dispersos pelas múltiplas colónias existentes em Lisboa, numa acção concertada e devidamente planeada que envolva uma rede, promovida e coordenada pela CML e constituída por consultórios/clínicas veterinárias, faculdades de medicina veterinária, juntas de freguesia, associações e voluntários da área de Lisboa, que complementem os recursos materiais e humanos do canil/gatil.

Ficou estabelecido que a equipa da CML vai analisar cuidadosamente a proposta e convocar uma próxima reunião, tendo os proponentes frisado que se trata de um documento de trabalho para cuja afinação existe a maior abertura, uma vez que se pretende envolver no projecto o maior número possível de participantes e se reconhece o papel preponderante que a CML tem de desempenhar na sua implementação.

No final da reunião, foram abordados alguns pontos referentes ao funcionamento do canil/gatil que a seguir se resumem:

– Canil 1 e Canil 2:

# As boxes do Canil 1 estão em vias de acabamento  novas boxes estão em vias de acabamento e já foram transferidos para estas instalações para as novas boxes alguns cães do canil 1;

# O Canil 2, onde estão presos, em condições miseráveis, os animais “suspeitos de raiva”, vai ser melhorado mas guardará sempre a forma semicircular das boxes por questões de segurança dos tratadores;

– Relativamente ao gatil, também em fase de conclusão, a Dr.ª Marta Videira informou que o processo de transferência dos gatos vai ser feito com toda a segurança para evitar a instalação de doenças, pelo que os gatos terão de ser primeiro vacinados;

– Foi referida pela Campanha a necessidade de leitura dos chips de todos os animais que dão entrada no canil/gatil municipal, vivos ou mortos;

– Referido também que quem atende os munícipes que contactam o canil não pode estar a sugerir esquemas para iludir a proibição do tribunal de aceitação de animais entregues pelos donos até à conclusão das obras, tais como carta do senhorio a dizer que não aceita animais, atestados médicos, bilhetes de avião;

– Sobre o papel da policia, quando atesta que os animais foram encontrados por quem pretende entregá-los no canil/gatil, e para evitar que esteja a ser dada cobertura involuntária, por parte das autoridades policiais, a falsas declarações, foi frisado pela Campanha que deverão proceder a diligências que confirmem os termos da participação;

– Igualmente abordada foi a questão do voluntariado no canil/gatil, medida que foi dito estar nas intenções dos responsáveis presentes e que irá ser aberta a inscrição de voluntários brevemente.

– O Dr. Luís Veríssimo Pires informou que está disponível no site da CML o manual de procedimentos do canil/gatil:

http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/conheca-o-manual-de-procedimentos-da-casa-dos-animais-de-lisboa

– Relativamente ao futuro regulamento do canil/gatil, a Campanha, baseando-se em brochura da DGV que exibiu, referiu que não existe obrigatoriedade de os centros de recolha aceitarem animais de que os munícipes se querem desfazer, sem motivos de doença incurável /terminal ou agressividade provada, desde que tal não esteja contemplado no regulamento, e sublinhou ainda o princípio, que consta da mesma brochura, de que estes centros não são local de reprodução.

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