Açores – Assembleia Regional aprova resolução em defesa do bem estar animal

A Assembleia Regional dos Açores aprovou, em 10 de Dezembro, uma proposta do BE em defesa do bem estar animal. A proposta foi aprovada com os votos a favor do BE, PS e PCP, contra do PSD e PPM e a abstenção do CDS.

Entretanto, segundo noticia o “Diário dos Açores”, a Direcção Regional dos Médicos Veterinários dos Açores. manifestou-se contra a resolução pelos motivos que podem ser lidos aqui.

http://acores.bloco.org/videos/proposta-do-be-para-promocao-do-bem-estar-animal-aprovada-no-parlamento/1412#.UqkE2CVQhVU.facebook

3 Respostas to “Açores – Assembleia Regional aprova resolução em defesa do bem estar animal”

  1. Maria Gonçalves Says:

    Motivos da treta! Venham para o terreno e vejam o que são as fêmeas a parir e os filhotes a crescerem doentes nas ruas; os que conseguem sobreviver das ninhadas são poucos, mas como as fêmeas parem 2 e 3 vezes ao ano a população cresce desalmadamente. Esterilização, SIM! Toda a que puder ser feita é bem-vinda!

  2. Ana Matrena Says:

    Estão preocupados com a concorrência podiam antes colaborar no programa de esterilizações e depois disso ver o efeito.
    Há pessoas muito mais perigosas para a saúde pública que os animais e nem por isso são impedidas de circular livremente.

    E esterilização de animais errantes é eficaz e é essencial!

  3. campanha.esterilizacao Says:

    José Ormonde publicou no grupo Açores Melhores sem Maus Tratos aos Animais

    José Ormonde 28 de Dezembro de 2013 10:52

    A Resolução da ALRA sobre Animais de Companha e a Delegação dos Açores da Ordem dos Médicos-Veterinários

    No passado dia 10 de Dezembro, a ALRA aprovou, por maioria, uma resolução (ver no fim) que a ser aplicada na íntegra pelo Governo Regional dos Açores será um passo em frente no respeita ao bem-estar e direitos dos Animais de Companhia.
    Mas como não podia deixar de ser há sempre quem puxe para trás, há sempre quem ponha os interesses pessoais ou de grupos acima dos interesses gerais.
    Não querendo, neste texto, fazer comentários aos deputados e ou partidos que votaram contra a resolução, que incluímos no grupo dos que estão contra o progresso e dos insensíveis ao sofrimento de seres que compartilham a vida na Terra com os humanos, limitar-nos-emos a tecer alguns comentários ao parecer da Delegação dos Açores da Ordem dos Médicos Veterinários (DAOMV) que se opôs à resolução referida.
    Em primeiro lugar, queremos lamentar a iliteracia do redator (ou redatores) do texto da DAOMV já que omite(m) ou deturpa(m) a resolução para tirar algumas conclusões que não fazem qualquer sentido ou são insuficientemente explicadas, como a afirmação de que a resolução: “não se ajusta às várias realidades referentes aos princípios do Bem-estar animal e total desrespeito da classe Médico-Veterinária”.
    Vamos, então, esmiuçar alguns pontos do texto da DAOMV.
    1- Não se entende a afirmação “total desrespeito da classe Médico-Veterinária”. Em que ponto da resolução se afirma que não serão tidos em conta os conhecimentos e os serviços especializados dos veterinários?
    2- Patética é a afirmação de que a esterilização “implica riscos para o animal e tem de ser efetuado por clínico com técnica desenvolvida e em instalações devidamente equipadas e licenciadas”. Quem disse o contrário? Em que ponto da resolução se defende a esterilização feita em vãos de escada e pelos tradicionais “capadores de porcos”? Não estará aqui a DAOMV a discriminar alguns de entre os profissionais, considerando uns “com técnica desenvolvida” e outros sem técnica, desajeitados ou sem capacidade para adquirirem a técnica em questão?
    3- Ainda relativamente à esterilização, a DAOMV diz que “não pode ser discutida de forma leviana, nem utilizada como solução única de controlo de animais errantes…”. Outra afirmação leviana que era escusada, se a ordem tivesse lido com olhos de ler o conteúdo da resolução, onde se recomenda a promoção de campanhas de sensibilização, onde se defende o controlo da reprodução e a adoção responsável.
    4- Na categoria do disparate está a afirmação de que os Centros de Recolha Oficial “não podem funcionar como locais de reprodução, criação, venda e hospitalização”. Em que ponto da resolução há qualquer afirmação ou simples insinuação de que haverá criação e venda de animais? Em nenhum.
    Mas, o parecer da DAOMV não é inocente já questão a tentar defender o comércio de animais que pode ser feito em clínicas ou não.
    5- Mas, para a DAOMV a espinha que lhe está cravada na garganta é o último ponto da resolução onde se defende a “exploração do Hospital Alice Moderno através de protocolo que assegure tratamentos médico-veterinários a preços simbólicos para detentores de animais que apresentem carências económicas comprovadas e desenvolver esforços no sentido da melhoria das instalações deste Hospital, de modo a honrar a memória da sua mentora, pioneira na defesa dos animais nos Açores”.
    Dizem que o “Hospital Alice Moderno” é apenas um “Consultório Médico Veterinário” e nós sabemos que é, mas pode ser transformado.
    Dizem que o mesmo poderá constituir “concorrência desleal”, possivelmente também acham que os hospitais públicos, como o do Divino Espírito Santo é concorrencial desleal à Clinica do Bom Jesus.
    Nem uma palavrinha acerca da acumulação de cargos ou trabalho em mais do que uma instituição que é feita por alguns veterinários que roubam o “pão” aos mais jovens. Aqui a concorrência é leal?
    6- A DAOMV parece que se especializou em dizer o que está ou parece mal, mas apontar soluções não está nos seus horizontes. Assim, no seu parecer apresenta como lacuna “a flagrante desresponsabilização dos detentores dos animais, passando a responsabilidade do controlo de fertilidade e mesmo de tratamentos, para o Estado”. Mais uma vez não leram a resolução e se acham que lá nada está o que propõem?
    7- As “lágrimas” derramadas em prol das associações de defesa dos animais quando afirmam que a resolução “ignora a conhecida e muito divulgada existência de protocolos existentes entre as associações de proteção de animais e diversas clínicas veterinárias dos Açores” não são mais do que lágrimas de crocodilo. Com efeito, para além da DAOMV não ter lido ou não ter tido em consideração os pareceres das associações sobre o assunto, nada há no texto da resolução que condene a existência de protocolos entre clínicas e associações.
    A DAOMV desconhece que as associações vivem com dificuldades e que os referidos protocolos são muitas vezes feitos porque infelizmente não há outras soluções pois são extremamente dispendiosos para as associações e dão “algum jeito” aos detentores das clínicas, nas alturas em que têm espaços disponíveis. Como de costume, os negócios (deles) estão sempre acima de todo o resto.
    8- Por último, parece que a DAOMV vive noutro mundo ao questionar como será feita a triagem, esquecendo-se que triagens já são feitas para muitas outras situações da vida diária de todos os cidadãos.

    José Ormonde
    28 de Dezembro de 2013

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: