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Canis não são obrigados a aceitar animais entregues pelos donos

Agosto 9, 2014
Não está, em nenhum artigo da legislação animal, que os canis sejam obrigados a pactuar com a irresponsabilidade de gente
 que descobre em alturas de férias que o cão/gato é um estorvo;
 que invoca falsas alergias dos filhos para expulsar o animal de casa;
 que deixa procriar a cadela/gata e depois de muitos anúncios para despachar os filhotes os vai entregar  ao canil da zona. 
Os canis municipais que aceitam estes animais acabando por abatê-los, fazem-no porque, como a maioria funciona como matadouros, os encaram como “matéria prima” justificativa da sua existência, sem se importarem sequer ( falar de ética nestes casos não faz sentido) de transferir para o erário público encargos com animais de estimação que esses  irresponsáveis resolveram, em má hora, assumir.
Muito claramente, o  documento da DGAV ” Centros de recolha, objectivos e obrigações legais” diz na sua pagina 7

Funções dos Centros de recolha
“…
Alojar animais entregues voluntariamente pelos detentores que, por impossibilidade justificada de os manter a seu cargo, renunciam à sua detenção, transferindo esta posse para a câmara municipal. (Se, por determinação da câmara, estiver prevista esta hipótese no Regulamento de Funcionamento do CRO)”.
Portanto, as Câmaras Municipais podem impedir estes comportamentos criminosos,  que são abandonos camuflados e tomar disposições que os contrariem
Ler aqui:
file:///C:/Users/Margarida/Downloads/OBJ%20E%20REQ%20CRO%20com%20moldura%2020%20Dez.pdf
Mobilizemo-nos para que  os Regulamentos de Funcionamento dos CROs das nossas zonas de residência passem a contemplar regras claras para a aceitação de animais entregues pelos donos nos canis municipais!
A este propósito, ler a entrevista do veterinário de Cantanhede (post  de 25 de Janeiro de 2011, neste site):
 “O Centro não aceita animais entregues “em mãos”, a não ser que estes representem, comprovadamente, um perigo ou sejam portadores de uma doença irreversível, estejam em sofrimento ou possam contaminar seres humanos, até porque o veterinário considera que isso daria ao Centro “uma imagem de matadouro, uma imagem horrível”.
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