Archive for Abril, 2015

Canil da Guarda – Câmara insurge-se contra o custo das incinerações de cadáveres…

Abril 29, 2015

Tem-se dito e repetido que o custo dos canis de abate (instalações, pessoal, ração, eutanásia, incineração de cadáveres) supera o custo de uma esterilização maciça de animais, com o envolvimento das autarquias, que evitaria a matança de dezenas de milhares de cães e gatos por ano.

Justamente a Câmara Municipal da Guarda, na resposta ao questionário do CDS(AR), insurge-se contra o preço das incinerações que considera  “ muito dispendiosas “.

No entanto, não aponta para a solução alternativa de fundo, ou seja a esterilização, mas para um sistema de recolha nacional semelhante ao existente para ovinos e bovinos.

E com esta ronda pelos canis das capitais de distrito e regiões autónomas vamos conhecendo as Câmaras que temos no que respeita aos direitos e interesses dos animais errantes e abandonados dos respectivos concelhos que deveriam ter por obrigação proteger.

Canil de Bragança com taxa de abate de 80%

Abril 14, 2015

Com uma lotação máxima de 50 cães e 20 gatos, a Câmara Municipal de Bragança responde ao questionário do CDS (AR) que “presume” que a estadia dos animais nas instalações é de cerca de 1 mês. Depois o que acontece? Aí a CMB já não presume mas afirma que 79, 06% ( que precisão…) são abatidos.

Os gatos estão alojados em “diversas gaiolas”.

A CMB considera que não precisa de mais apoio.

Se admitirmos que o canil está permanentemente lotado, são ali mortos quase 500 cães (12 meses x 50x 79.06%)

Muito chocante. A displicência da resposta desta Câmara, a forma ligeira como a vida e morte de cães e gatos é encarada.

Canil/Gatil de Lisboa – Em 2011 não houve resposta ao questionário do CDS(AR)

Abril 7, 2015

O questionário do CDS (AR), destinado a obter informação sobre a actividade e funcionamento dos canis municipais (uma iniciativa do deputado João Rebelo), cuja análise temos estado a efectuar para as capitais de distrito, foi enviado à CML em 11 de Julho de 2011 e não obteve resposta.

Nessa altura, já tinha sido proferida a sentença do Tribunal Administrativo de Circulo de Lisboa, da providência cautelar interposta em Janeiro desse ano, e o canil/gatil estava a braços com duas decisões que limitavam fortemente a sua actividade:

– a proibição de aceitar animais entregues pelos seus detentores;

– a restrição das capturas a casos tipificados.

A análise que pode ser lida no link abaixo, sobre a actividade do canil/gatil de Lisboa, feita em 2010, com dados referentes aos anos 2002 a 2009, revela que nesses 8 anos foram abatidos 11 233 animais , o que dá uma média anual de 1404 mortes .

Só no ano de 2009 dos cerca de 10 animais que entravam por dia no canil/gatil, morreram 7, dos quais 5 por abate.

Era uma situação aterradora, patenteada também na forma como estavam alojados os animais, como a tristemente célebre “ ala fechada”( cerca de 60 cães, alojados em estrados de madeira de 1m2, com correntes de ferro de 90 cm , às vezes mais pesadas do que eles).

Saudamos, pois, o desígnio da actual Casa dos Animais de Lisboa, inaugurada em Julho de 2014, de alterar profundamente tal realidade. A CAL prossegue uma politica de não abate de animais errantes ou abandonados, apostando na esterilização e na adopção para lutar contra o tremendo flagelo do abandono.

https://campanhaesterilizacaoanimal.wordpress.com/2010/08/13/actividade-do-canil-municipal-de-lisboa/