Archive for the ‘Informação genérica sobre actividade dos canis/gatis’ Category

Precisamos de conhecer o que se passa nos canis intermunicipais

Maio 28, 2017

A esse fim a Campanha de Esterilização de Animais Abandonados está a enviar o e-mail seguinte aos seus responsáveis:

“Exmos Senhores

Vimos, pelo presente e-mail, solicitar informação sobre as medidas que esse canil intermunicipal está a implementar no âmbito da Lei 27/2016 de 23 de Agosto que está em vigor desde Setembro de 2016.

Muito concretamente, pretendemos saber se os animais que estão a ser dados em adopção estão esterilizados e se o programa CED para gatos está a ser executado nos municípios vossos associados.

Mais ainda solicitamos , que ao abrigo das normas legais, nos comuniquem, no prazo de 15 dias, o movimento de animais registado nesse intermunicipal durante o ano de 2016, por município associado : número e espécie de animais entrados; número e espécie de animais adoptados; número e espécie de animais saudáveis abatidos; número e espécie de animais eutanasiados devido a doença terminal; número e espécie de animais mortos por doença

Na expectativa da vossa resposta, apresentamos os melhores cumprimentos”

Pedimos , também, a todos que tenham informações sobre o funcionamento e procedimentos destes canis que nos enviem a informação para campanha.esterilizacao@gmail.com ou por mensagem privada para https://www.facebook.com/campanhaesterilizacao/

Lista dos intermunicipais

Resposta da Câmara da Horta

Maio 22, 2017
Exma. Senhora
Helena Maria de Noronha Krug

Serve o presente para informar V. Exa. que a Autarquia tem uma verba inscrita no Plano e Orçamento para o ano 2017 destinada à promoção de uma campanha de esterilização dos animais adotados no canil municipal, de uma ação de sensibilização nas escolas sobre bem-estar animal, distribuição junto da população de um panfleto sobre a detenção responsável dos animais de companhia, conclusão das obras do centro de recolha oficial de animais de companhia, bem como o seu posterior licenciamento.

Com os melhores cumprimentos.

O VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA,
Luís Filipe Goulart Botelho
Largo Duque d’Ávila e Bolama
9900-997 Horta, Açores, Portugal
T. 292202000 F. 292293990
geral@cmhorta.pt / www.cmhorta.pt

Quadro informativo sobre a oferta das Câmaras em matéria de esterilizações de animais domésticos ( Lei 27/2016) – em construção

Maio 16, 2017

Queremos condensar num quadro (aqui) o máximo de informação  sobre o que as Câmaras estão – ou não –  a fazer para reduzir a sobrepopulação de cães e gatos e o abandono,  a fim de termos uma visão global da aplicação da Lei 27/2016

O referido Quadro tem todos os CRO autorizados em Março de 2017 (DGAV),  a que foram acrescentados CRO não autorizados para os quais já dispomos de informação sobre se :

– esterilizam os animais dados em adopção ;

– praticam o Programa CED ( captura-esterilização-devolução) para gatos;

– esterilizam animais de munícipes

e ainda uma coluna para registar se os canis têm ou não um regime de voluntariado.

Por favor, confirme a correcção da informação sobre o seu município e se ele não consta da lista faça-nos chegar a informação, pelo e-mail campanha.esterilizacao@gmail.com ou pelo facebook

O Quadro será actualizado regularmente.

Câmaras – Obrigações decorrentes da Lei 27/2016

Maio 11, 2017
A Lei 27/2016 de 31 de Agosto está em vigor desde Setembro de 2916, há, portanto, 8 meses.
Essa lei obriga as Câmaras Municipais  a :
– esterilizarem os animais que dão em adopção ( Artº 3º – 1)
– a implementarem o programa CED ( captura, esterilização e devolução ) para os gatos de rua ( Artº 4º)
– a pararem com os abates de cães e gatos a partir de Setembro de 2018( Artº 5º -1)
Na Portaria 145/2017( Regulamentação) recomenda-se a realização de acções de sensibilização das populações para as vantagens da esterilização e a realização de campanhas de esterilização ( Artº 8º -2)
Quais são as Câmaras que começaram a cumprir ?
Mande um e-mail ao Presidente da sua autarquia a perguntar-lhe o que está a fazer para cumprir a lei !
Texto sugerido :

Assunto: Implementação da Lei 27/2016 de 23 de Agosto.

Ex.mo(a) Sr/a Presidente da Câmara Municipal de _______________________,

A Lei 27/2016 de 23 de Agosto estabelece a esterilização como método de substituição ao abate de cães e gatos que tem vindo a ser praticado pelas câmaras.

Enquanto munícipe do concelho e consciente da urgência de actuação na origem do problema, o excesso de nascimentos., venho por este meio solicitar a V. Exa informações concretas sobre o plano de procedimentos e respectiva implementação, por parte da autarquia a que V. Exª preside, para aplicação da referida Lei.

Permito-me fazer notar que, estando o fim do abate de animais fixado para 2 anos após a entrada em vigor da Lei, ou seja, para Setembro de 2018, é urgente iniciar os programas de esterilização para que esta tenha tempo de actuar na redução do abandono e consequente entrada de animais nos canis, por forma a existirem condições sustentáveis de manutenção e funcionamento.

Ainda que não sendo obrigatória pela Lei 27/2016, a esterilização dos animais detidos por munícipes carenciados, sem meios financeiros para pagar uma esterilização aos custos do mercado,  é uma medida essencial para responder às preocupações que têm vindo a lume sobre a acumulação de animais nos canis. Na realidade, as ninhadas domésticas indesejadas são a principal causa do abandono que assola associações, protectores particulares e autarcas. Os exemplos de câmaras que já proporcionam esta medida aos seus munícipes têm vindo a crescer (Sintra, Évora, Oeiras e outras) provando ser financeiramente viável e vantajosa, quando considerados todos os custos inerentes ao abate.

Igualmente se impõem medidas de sensibilização e divulgação da importância da esterilização e do controlo da reprodução junto das populações concelhias, aliás previstas na lei.

Também medidas de discriminação positiva, tais como isenção ou redução dos custos de licenciamento, identificação eletrónica e vacinação  para detentores com animais esterilizados às suas custas, numa acção concertada com as respetivas Juntas de Freguesia, terão um efeito muito positivo no desenvolvimento de uma atitude responsável por parte dos detentores de animais.

Para além do fundamento ético, o qual, por si só, é imperativo para defendermos todos o fim do abate de animais nos canis, a ineficácia desta prática no controlo da sobrepopulação  está amplamente comprovada, revelando-se dispendiosa, ineficiente e alvo de total repúdio por parte da sociedade portuguesa, pelo que registarei com muito apreço as medidas que V.Ex.ª venha a divulgar no sentido de um célere e efectivo cumprimento da Lei 27/2016.

Na expectativa de uma resposta , apresento os melhores cumprimentos,

Nome:

Localidade:

Uma primeira análise da Portaria de Regulamentação da Lei 27//2016 de 23 de Agosto

Abril 28, 2017

https://dre.pt/web/guest/pesquisa/-/search/106926976/details/maximized

Apesar das pressões públicas e não públicas para que a entrada em vigor da lei 27/2016 fosse protelada, por tempo indefinido, por haver quem considere ser inexequível a proibição dos abates na data prevista, aí está a regulamentação a manter a data de dois anos após a publicação, ou seja Setembro de 2018, para o fim dos abates.

Isso por si só significa que foi ganha a primeira batalha contra as forças, que por razões várias mas coincidentes nos seus resultados, mantiveram a politica do abate e as condições degradantes da maioria dos canis actuais.

A perpetuar-se esta situação, nunca seriam criadas condições para acabar com o abate. Vamos ter de viver uma autêntica revolução para a reverter. Nessa revolução temos como principais inimigos o imobilismo, a má vontade, os obstáculos reais e os inventados.

Quanto à regulamentação que foi publicada:

 Muito positivo : o levantamento dos centros e recolha e diagnóstico das necessidades ( Artº 4ª) com a obrigatoriedade de apresentação de “um relatório que os sistematize e identifique as necessidades apuradas, a apresentar pela DGAV e pela DGAL aos membros do Governo responsáveis pelas áreas da veterinária e das autarquias locais até 30 de junho de 2017”.

Por sua vez o Artº 5º define os princípios para a “ Construção e adaptação de centros de recolha de animais”. Assim : vai ser elaborado um programa de instalação ou requalificação de CRO, estabelecendo os termos da participação dos municípios na instalação de novos CRO ou na sua modernização e requalificação e a possibilidade de incentivos financeiros para apoiar a instalação e requalificação.

Positivo : a referência a acções de sensibilização da população para os benefícios da esterilização e à “promoção de campanhas de esterilização, sempre que possível” (Artº 8º, ponto 2)

Não estando prevista na lei 27/2016 a realização de campanhas de esterilização para animais com dono mas unicamente para os errantes, a sua obrigatoriedade não podia constar da regulamentação.

Mas é aqui que reside a chave para o sucesso de toda esta estratégia. De facto, é indispensável reduzir rapidamente a sobrepopulação de cães e gatos, o abandono e as entradas de animais nos canis. Reduzir drasticamente as ninhadas domésticas donde provêm a maioria dos abandonos. Os donos que deixam parir as fêmeas devem merecer uma censura social por serem co-responsáveis pela continuação da situação actual.

Mas como sabemos, muitos detentores de animais não têm condições financeiras para pagar uma esterilização a preços do mercado. Assim , esta Campanha defende que as Câmaras tenham programas de esterilização gratuita para os animais dos munícipes carenciados, a iniciar desde já, para que estas tenham tempo de actuar sobre a redução do número de animais até Setembro de 2018.

Positivo: a obrigatoriedade, que decorre da Lei 27/2016, de as Câmaras instituírem o Programa CED para gatos.

Negativo: Relativamente aos Programas CED ( Artº 9)

a)- a exigência de que exista um médico veterinário assistente para cada colónia (isto custa dinheiro, os cuidadores já pagam a alimentação; o CRO deve facultar essa assistência)

b)- a avaliação periódica dos animais da colónia ( um felídeo assilvestrado que foi uma vez capturado dificilmente é recapturado…)

Muito negativo: ainda no artº 9º

e) colocação de chip e vacina da raiva…

Muito negativo : Todo o Artº 11 intitulado “Abate e Eutanásia “ por possibilitar interpretações abusivas por parte da autoridade veterinária e poder ser usado como um expediente para eliminar animais que podiam ser recuperados.

Voltaremos ao tema.

 

Saiu a portaria de regulamentação da Lei 27/2016

Abril 26, 2017

https://dre.pt/web/guest/pesquisa/-/search/106926976/details/normal?l=1

Faremos a apreciação da portaria o mais rapidamente possível

Criado o Grupo da Campanha de Esterilização de Animais Abandonados( facebook)

Abril 23, 2017

https://www.facebook.com/groups/1703985346284838/?fref=ts

Este Grupo é para todas as pessoas que :
– estão decididas a empreender acções, locais ou nacionais, visando a concretização do fim dos abates nos canis em Setembro de 2018 ( Lei 27/2016 de 23 de Agosto);
– que para isso querem ter informação sobre o tema e trocar experiências ;
– que são capazes de suportar o contraditório sem se ofenderem e sem ofenderem.

Se é esse o seu caso, adira !

Resposta da Câmara de Odivelas

Abril 23, 2017

No seguimento da comunicação apresentada por V. Exa., a qual mereceu a nossa melhor atenção, de acordo com os nossos serviços do Parque dos Bichos, informa-se o seguinte:

O Parque dos Bichos, Centro Oficial de Recolha Animal do Concelho de Odivelas, funciona desde outubro de 2010 e já acolheu mais de 1000 animais, maioritariamente cães, mas também alguns gatos, apesar de não dispor da valência de gatil. Ao todo, desde o início da atividade do Parque, já foram adotados 933 animais, conforme se pode verificar pelo gráfico abaixo.

 Aqui

Desde sempre com a adoção como bandeira, o Parque dos Bichos estabeleceu parcerias com algumas entidades, com vista a proporcionar ao adotante benefícios no cuidado ao novo animal. Assim, uma loja de animais parceira oferece ao animal adotado um voucher de desconto e ração. Com vista a garantir uma sociabilização adequada dos animais, o Parque dos Bichos estabeleceu uma parceria com uma associação de treino, que oferece 10 aulas a cada cão.

Por fim, sendo talvez a maior mais-valia, o Parque dos Bichos oferece a esterilização de todos os animais adotados.

O Parque está sob a alçada do Gabinete Veterinário Municipal, do qual também faz parte o Consultório Veterinário Municipal (CVM).

O CVM existe desde 2002, é um equipamento pioneiro no país e, de acordo com a informação de que dispomos, Odivelas é o único município com um equipamento deste género. Desde a sua criação, o CVM foi sempre além dos procedimentos obrigatórios por lei, nomeadamente a vacinação antirrábica e identificação eletrónica de canídeos. No CVM são efetuadas cirurgias diversas, tratamentos, vacinação, entre muitos outros. Acresce ao referido, o facto de o Consultório ter tido sempre um tarifário diferenciado para munícipes que comprovem auferir de rendimentos iguais ou inferiores ao ordenado mínimo nacional, pagando, neste caso, apenas 20% do valor dos atos médicos.

O CVM não tem serviço de urgência, mas sempre que, por motivo de doença, algum dos animais dos utentes necessite de intervenção cirúrgica inadiável, é-lhe dada primazia perante os restantes que aguardem o agendamento deste ato médico-veterinário.

Com todos os benefícios referidos anteriormente, é natural que a procura dos serviços do CVM seja muita, o que, naturalmente, faz crescer o tempo de espera para cirurgias de esterilização. Esta questão vista em números traduz-se da seguinte forma, no que diz respeito ano de 2016:

Consultas Vacinas Tratamentos Cirurgias de animais com dono Esterilização de adotados no Parque dos Bichos
2088 1040 755 143 Machos Fêmeas
        15 26

No que diz respeito à esterilização de gatos errantes, também referente ao ano transato, temos a seguinte distribuição:

Fêmeas Machos
46 26
   

 

Todos estes serviços são coordenados pela Médica Veterinária Municipal que, para além destas competências, acumula as de Autoridade Sanitária Veterinária Municipal e é a única profissional da área ao serviço no Gabinete, tendo, para além do atendimento ao público e das restantes atribuições, realizado 256 cirurgias no ano de 2016.

A aprovação da Lei nº 27/2016, nomeadamente na redação do nº1 do Artigo 3º, introduz a obrigatoriedade de realização das cirurgias de esterilização dos animais adotados num prazo de 15 dias. Contudo, o mesmo diploma dá um período de dois anos para que os centros de recolha oficial se adaptem às novas regras.

Neste sentido, o Gabinete Veterinário está já a desenvolver esforços para a contratação de um novo médico-veterinário (procedimento que tem estado congelado, fruto das contingências económicas que o país tem vindo a atravessar), bem como a introduzir algumas alterações ao programa de esterilização de animais errantes, com vista a dar uma resposta mais célere e eficaz em ambas as situações.

Sempre disponíveis, e também perto de si em www.cm-odivelas.pt e na rede social facebook, apresentamos os nossos cumprimentos.

Mª João Nabais

Médica Veterinária Municipal e Coordenadora do GVM

 

Resposta da Câmara de Vila de Rei

Abril 20, 2017

Ler aqui

Acção pelo fim dos abates nos canis

Abril 19, 2017

Caro(a) Munícipe

Sabe o que a sua Câmara está a preparar para implementar a Lei 27/2016 (fim dos abates nos canis)?

Porque não pergunta?!

Envie este texto por e-mail ao Presidente da sua Câmara e dê-nos conhecimento para: campanha.esterilizacao@gmail.com

 

Sugestão de texto:

 

Assunto: Implementação da Lei 27/2016 de 23 de Agosto.

Ex.mo(a) Sr/a Presidente da Câmara Municipal de _______________________,

A Lei 27/2016 de 23 de Agosto estabelece a esterilização como método de substituição ao abate de cães e gatos que tem vindo a ser praticado pelas câmaras.

Enquanto munícipe do concelho e consciente da urgência de actuação na origem do problema, o excesso de nascimentos., venho por este meio solicitar a V. Exa informações concretas sobre o plano de procedimentos e respectiva implementação, por parte da autarquia a que V. Exª preside, para aplicação da referida Lei.

Permito-me fazer notar que, estando o fim do abate de animais fixado para 2 anos após a entrada em vigor da Lei, ou seja, para Setembro de 2018, é urgente iniciar os programas de esterilização para que esta tenha tempo de actuar na redução do abandono e consequente entrada de animais nos canis, por forma a existirem condições sustentáveis de manutenção e funcionamento.

Ainda que não sendo obrigatória pela Lei 27/2016, a esterilização dos animais detidos por munícipes carenciados, sem meios financeiros para pagar uma esterilização aos custos do mercado,  é uma medida essencial para responder às preocupações que têm vindo a lume sobre a acumulação de animais nos canis. Na realidade, as ninhadas domésticas indesejadas são a principal causa do abandono que assola associações, protectores particulares e autarcas. Os exemplos de câmaras que já proporcionam esta medida aos seus munícipes têm vindo a crescer (Sintra, Évora, Oeiras e outras) provando ser financeiramente viável e vantajosa, quando considerados todos os custos inerentes ao abate.

Igualmente se impõem medidas de sensibilização e divulgação da importância da esterilização e do controlo da reprodução junto das populações concelhias, aliás previstas na lei.

Também medidas de discriminação positiva, tais como isenção ou redução dos custos de licenciamento, identificação eletrónica e vacinação  para detentores com animais esterilizados às suas custas, numa acção concertada com as respetivas Juntas de Freguesia, terão um efeito muito positivo no desenvolvimento de uma atitude responsável por parte dos detentores de animais.

Para além do fundamento ético, o qual, por si só, é imperativo para defendermos todos o fim do abate de animais nos canis, a ineficácia desta prática no controlo da sobrepopulação  está amplamente comprovada, revelando-se dispendiosa, ineficiente e alvo de total repúdio por parte da sociedade portuguesa, pelo que registarei com muito apreço as medidas que V.Ex.ª venha a divulgar no sentido de um célere e efectivo cumprimento da Lei 27/2016.

Na expectativa de uma resposta , apresento os melhores cumprimentos,

Nome:

Localidade: